terça-feira, 21 de julho de 2015

MELECA


Pois bem, conversando com pessoal do trabalho, uma colega me avisou e me senti nu. Pois, minha fragilidade foi exposta, mostrando como sou meramente um indivíduo. Isto sempre acontece, quando se arrota ou peida em público e parece que uma onda de olhos derrubará a gente.




Hoje, isto aconteceu comigo, uma meleca apareceu na minha mão e nem me lembro de ter cutucado meu nariz. Talvez, quando assoei, ela foi lançada na minha mão e nem percebi. Mais uma vez a ideia de que tenho controle absoluto da situação caiu por terra de novo. Descobriram minha imperfeição e o que farei? O que me resta é continuar a viver e tentar não acumular neuras. 

Outro fato, uma amiga muito querida me disse que preciso ter cuidado na hora de escrever, pois estou a errar muito na concordância. Realmente, ela está certa, muitas vezes, fico com pressa de escrever e meus pensamentos são mais rápidos que minhas mãos. Aí, como sempre, deu-me toques que mostram o significado uma amizade verdadeira está em corrigir o amigo e não só fazer elogios estéreis.

Enviou-me por e-mail a seguinte frase que me marcou bastante: “Nunca subestime o poder de sedução de um vocabulário decente”. Para quem almeja ser um escritor um dia, esta frase deve se transformar num mantra.

Enfim, depois da escatologia, erros de concordância e revelações existências... Precisei escrever algo, para me ajudar a refletir sobre os últimos acontecimentos.

Cada um escolhe seu caminho, se querem sair do país, desejo boa sorte para encontrarem o caminho de vocês. Sem julgamentos e patriotismo hipócrita, acho que precisamos ser donos de nós mesmos. Agora, eu não vou embora, porque, no país onde moro está meu lar, que é minha família e sem ela perco minha identidade. Podem me chamar de covarde, estou nem aí, mas não largarei meu lar por uma aventura. Mas será que lá fora está tão bom assim? Para quem? Essas perguntas precisam ser feitas, pois, por exemplo, EUA não é só Hollywood e França não é Paris. Sei lá, acho que as pessoas precisam ter cuidado com os castelos frágeis e imaginários que podem ser destruídos pela onda-realidade. Refiro-me às pessoas que entrarem ilegalmente no país e acham que conquistarão a América e a Europa, pensando que estes dois lugares são verdadeiros paraísos, onde encontrarão a felicidade absoluta.

***
Ao ler de novo encontrei lapsos, erros e incoerências. Revisei e acho que está sanado. Curioso que, no Word, o corretor de ortografia alega que estou errado ao escrever assoei e que o certo é assuei. Procurei no Google e estou certo: 

“O verbo assoar se refere ao ato de limpar o nariz, expelindo o muco nasal através de ar fortemente expirado pelo nariz. O verbo assuar se refere ao ato de insultar com vaias ou de reunir pessoas para um motim.” 

Nenhum comentário:

Postar um comentário